A água que bebo
não é água qualquer.
É água com que
escrevo meu nome:
MULHER.
De tudo que faço,
faço pouco de tudo
assim, nada faço.
Ando na linha e,
com ela costuro os
meus cacos.
Abriu-se o portal,
retrocedi em meus rastros.
Agora que faço?
Passaram-se os anos,
registrei histórias.
Pergunto agora...
para onde foram
minhas memórias?
Quem fora crucificado?